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16 casos de tuberculose

Votuporanga aumenta combate

Publicado em: 09 de novembro de 2017 às 06:55

16 casos de tuberculose
As ações de combate à tuberculose são desenvolvidas em Votuporanga na rotina das consultas médicas nas unidades da Secretaria Municipal da Saúde e nos acompanhamentos das visitas domiciliares realizadas pelas equipes do Programa Saúde da Família (PSF). Neste ano, 16 pessoas foram diagnosticadas com tuberculose, nenhum óbito foi registrado.

Neste mês de novembro, até o dia 20, as unidades intensificam a coleta de exames para o diagnóstico da doença. O intuito da semana é alertar a população para a prevenção e o tratamento da doença, quarta maior causadora de mortes entre os males infecciosos no país. As unidades de saúde funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões. Em Votuporanga, o diagnóstico e tratamento da doença são garantidos pelo SUS por meio da Secretaria Municipal da Saúde, é o que explica a enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica, Fabiana Beneduzzi. “Mesmo grave, a tuberculose é uma doença que tem cura, embora sua eficácia dependa fundamentalmente do tratamento sem interrupções, sobretudo, ao surgirem os primeiros sinais de melhora. Seis meses é a duração mínima do tratamento financiado pelo SUS; e em Votuporanga é disponibilizado de forma gratuita e sigilosa pelo SAE (Serviço de Atendimento Especializado, DST/ Aids). A medicação ofertada para tratar a tuberculose não é comercializada em farmácias, sendo fornecida exclusivamente pela rede pública, a partir do diagnóstico”, conta Fabiana.

Transmissão, sintomas e diagnóstico

A transmissão ocorre pela inalação de gotículas contaminadas pelo bacilo de Koch, expelidas pela tosse, fala e espirro. Calcula-se que no prazo de um ano, convivendo num mesmo ambiente, seja no trabalho, em casa, em comunidade, ou nas casas de detenção, o indivíduo com a baciloscopia positiva possa infectar, em média, de 10 a 15 pessoas. A doença afeta principalmente os pulmões e pode se manifestar por meio de sintomas como febre ao entardecer, tosse seca e contínua, suor excessivo noturno, falta de ar e de apetite, emagrecimento e cansaço. “O paciente que apresentar esses sintomas deve procurar a sua unidade de saúde para realizar o exame diagnóstico e se necessário, iniciar o tratamento que é gratuito e totalmente sigiloso”, adverte a enfermeira.Todo este processo é mantido em sigilo pelos profissionais envolvidos. Quando o paciente é diagnosticado com a tuberculose, a unidade de saúde providencia a medicação necessária para o tratamento. As doses são supervisionadas diariamente e o paciente tem a possibilidade de ir até a unidade ou ser acompanhado em visita domiciliar por um profissional de saúde para receber a medicação.O diagnóstico é feito por meio da baciloscopia do escarro do paciente com suspeita da doença que é encaminhado para análise no Laboratório Municipal, e o resultado sai em dois dias. Além deste, o raio-x ou a tomografia de tórax, entre outros exames. “O exame do escarro é necessário aos pacientes que apresentem os sintomas respiratórios próprios da doença, capaz de diagnosticar precocemente os casos positivos e assim, evitar a transmissão”, complementa Fabiana.

Vacinação

Para prevenir a doença é necessário imunizar as crianças obrigatoriamente no primeiro ano de vida ou no máximo até quatro anos, com a vacina BCG. Crianças soropositivas ou recém-nascidas que apresentam sinais ou sintomas de Aids não devem receber a vacina. A prevenção inclui evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados, mal ventilados e sem iluminação solar. A tuberculose não é transmitida por objetos compartilhados.



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