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Movimento Panapanâ/Sarau movimenta região de Votuporanga

A Rede Panapanã definiu eixos que fomentarão suas discussões e ações: saúde da mulher; direito e políticas públicas; arte, educação e cultura; violência; comunicação; meio ambiente e desenvolvimento sustentável

Publicado em: 27 de abril de 2016 às 17:34

Desde sua gênese, o movimento feminista sempre foi marcado pelo objetivo de garantir a participação da mulher na sociedade de forma efetiva, igualitária e justa. Sua trajetória histórica pode ser dividida em três momentos, conhecidos como “ondas”: 1) Feminismo da Igualdade (1960): denúncia contra as injustiças sociais em relação à mulher e lutas por direitos até então direcionados aos homens, como direitos políticos (voto e candidatura), ao trabalho formal, à educação, e a propriedade; 2) Feminismo da Diferença (1960 à década de 1990): ampliação da discussão no âmbito da cultura e a compreensão da diferença do que é biológico e do que é social através da construção da categoria “gênero”,que permitiu o entendimento acerca do papéis sociais impostos aos homens e às mulheres e ainda a relação de poder e hierarquia existente entre os sexos; 3) Feminismo de Governo ( meados dos anos 1990): conquista dos espaços de decisão e a busca da constituição de órgãos especializados para a promoção da equidade de gênero, no interior do aparelho de Estado e por investimentos para a ampliação da participação das mulheres na democracia representativa.

Contudo, algumas questões ainda são pontuadas pelo movimento: como evitar a dupla jornada de trabalho e a desigualdade salarial? Como incluir os homens na divisão das tarefas domésticas e torná-los mais participativos na educação dos filhos? Onde buscar ajuda em casos de violência doméstica e de outros tipos? A busca por soluções e trocas de experiências motiva o surgimento de grupos empenhados em dar voz e ação às mulheres; a região de Votuporanga não está fora desse cenário. Em março deste ano nasceu, na cidade, a Rede Panapanã de Mulheres do Noroeste Paulista, idealizada pela assistente social e mestra em direitos humanos Angelita Toledo e pela arquiteta e doutora em estruturas ambientais urbanas Terezinha Gonzaga. De acordo com Angelita, a ideia de trazer para o interior esse movimento veio após uma palestra que participou em Cuiabá. “Conheci a feminista Amelinha Teles e ela comentou sobre uma amiga que morava em Votuporanga, a Terezinha. Em janeiro, quando voltei para Votuporanga, começamos a conversar e desses encontros surgiu a ideia de criar um evento em prol dos direitos da mulher”, relata.

Inicialmente chamado de “Mulheres em movimento”, o grupo se organizou via internet e marcou a primeira reunião no dia 19 de março, que contou com a presença de mulheres das cidades de Turiúba-SP, Votuporanga e Fernandópolis. No segundo encontro, em 2 de abril, definiu-se o nome para Rede Panapanã, que é um substantivo feminino de origem indígena (tupi) que significa “bando de borboletas ou nuvem de borboletas em migração”. O nome foi escolhido por uma série de características que as mulheres e as borboletas têm em comum, como a resiliência, a delicadeza, a transformação, a diversidade e a liberdade. “Apresentamo-nos como uma Rede apartidária com a proposta de defender e lutar pelos direitos das mulheres como direitos humanos e ainda contra qualquer tipo de exploração, opressão e discriminação por classe, raça, etnia, religião, geração, região ou nação, condição física e orientação sexual. Procuramos manter um diálogo que torne o feminismo acessível ao demonstrar como suas ideias têm sentido e permeiam o cotidiano das mulheres”, define o grupo.

A Rede Panapanã definiu eixos que fomentarão suas discussões e ações: saúde da mulher; direito e políticas públicas; arte, educação e cultura; violência; comunicação; meio ambiente e desenvolvimento sustentável. No dia 16 de abril o grupo desenvolveu sua primeira ação no espaço público, a oficina de arte urbana combativa, realizada na praça São Bento.



Apresentação da Rede Panapanã/Sarau

No próximo dia 30/4, a Rede Panapanã será lançada oficialmente em um sarau com música, poesia, arte, brechó e venda de comidas e bebidas para angariar recursos. Os/as interessados/as em participar podem entrar em contato com o grupo e deixar seus nomes na lista de presença.



Participação na Rede Panapanã

O grupo busca a inserção de mulheres de toda a região noroeste paulista. Para participar basta curtir a página da Rede Panapanã no Facebook (www.facebook.com/redepanapana) ou enviar um e-mail para: redepanapana@gmail.com e comparecer às reuniões e ações.

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