Votuporanga
+15° C

Máx.: +17°

Mín.: +

Ter, 29.06.2021
GD Virtual - Sites e Sistemas Inteligentes
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Publicidade

SALADA AZEDA: preço do tomate sobe 30% e limão baixa 40%

Confira preço médio de pesquisa de frutas, legumes e verduras nos supermercados

Publicado em: 07 de fevereiro de 2020 às 18:06

SALADA AZEDA: preço do tomate sobe 30% e limão baixa 40%
A Associação Paulista de Supermercado (APAS) realizou uma pesquisaque analisa o preço dos principais legumes, frutas e verduras nos supermercados desde 2012 no primeiro trimestre, período que os produtos in natura registram maior procura por parte dos consumidores por conta da busca de uma alimentação saudável, perda de peso e leveza no verão.A pesquisa aponta que a venda da categoria aumentou de 6,40% em 2012 para 8,23% em 2019. Como consequência, as lojas trabalham novos layouts. No mundo digital, legumes, frutas e verduras ainda enfrentam resistência.





1° tri/2018

1° tri/2019

1° tri/2020

Comp 19x20

Laranja

20,4%

17,1%

15%

clip_image001

Limão

-54,3%

-22,9%

-40%

clip_image002

Banana

-0,6%

9,6%

8%

clip_image003

Maça

10,6%

4,5%

9%

clip_image004

Tomate

45,7%

7,1%

30%

clip_image005

Cenoura

11,5%

33,6%

10%

clip_image006

Batata

-0,1%

81,6%

7%

clip_image007

Cebola

39,7%

11,3%

6%

clip_image008

Alface

8,5%

39%

9%

clip_image009



























Laranja - Por janeiro ser o fim da safra e fevereiro e março entressafra, a laranja apresentauma subida de preços no primeiro trimestre.



Limão - O aumento do limão acontece no segundo semestrequando entra em fim de safra e entressafra à partir de agosto. Em janeiro inicia-se a safra da fruta e a colheita vai de fevereiro até julho. O consumo do produto associado com bebidas alcoólicas é comum em grande parte dos coquetéis de verão.


Banana - A banana nanica fica de entressafra em janeiro e fevereiro e só retorna em março.A redução de 3% na área de colheita somado ao granizo no Vale do Ribeira em São Paulo contribuem para que o primeiro trimestre registre um aumento de 8%.



Maçã - A entressafra da maçã fujiacontece em novembro e dezembro. A safra começa em março. Em 2020, a APAS estima aumento de até 9% por conta do atraso da colheita da maça tipo gala devido o inverno mais ameno e as chuvas em Santa Catarina que reportam mais doenças.



Tomate - O último trimestre de 2019 fechou com preços em baixa devido a maturação rápida por conta das altas temperaturas.Para o economista da APAS, Thiago Berka, a redução foi pontual uma vez que a área cultivada caiu 8,4% e sem perspectiva de melhora. Desta forma, ele espera um aumento de 20% até 30% no primeiro trimestre, já que na segunda semana de janeiro a Ceagesp reportou aumentos de até 50% nos preços.



Cenoura - Com aumento de área plantio na safra de inverno e a rentabilidade alta pela subida dos preços do primeiro semestre, muitos produtores migraram para a produção da cenoura.Assim a oferta é positiva no primeiro trimestre e o aumento de preço deve ficar limitado em 10%, já que em fevereiro termina-se a safra e março é entressafra.



Batata – O tubérculo foi uma das vilãs de 2019, quando passou quase todo o ano com fortes aumentos. O preço no atacado bateu recordes chegando ao maior preço da série histórica desde 2012. Segundo Berka, as causas da produção ruim foram uma menor área e baixa qualidade, além dos produtores segurando produção para garantirem o máximo de preço.



Cebola–2019 foi um ano em que o Brasil aumentou 81% as importações argentinas e União Europeia devido à forte queda da oferta nacional causado por conta da queda de 12% de redução de área de plantio. Os produtores comemoraram os preços maiores e muitos migraram para aumentar a área plantada.Com a colheita de safra no primeiro trimestre, o preço deve abaixar, mas ficar próximo de 6%.



Alface–A verdura está com preços estáveis e a colheita 2020 indica 12% de aumento de área de plantio, mesmo assim, o crescimento do preço é de até 9%.



clip_image011



clip_image013



clip_image015



Sobre a APAS – a Associação Paulista de Supermercados representa o setor supermercadista no Estado de São Paulo e busca integrar toda a cadeia de abastecimento. A entidade tem aproximadamente 1.500 associados, que somam cerca de 4.000 lojas.




Publicidade