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PECUARISTA - hora de vacinar o gado

O mês é de combate à febre aftosa, doença que ataca rebanho e pode levar à morte

Publicado em: 16 de maio de 2021 às 16:56

Os animais da fazenda do pecuarista José Luiz Tavares são para produzir leite. Todo o rebanho é acompanhado bem de perto por ele, que, assim como todo pecuarista, quer um gado saudável. É por isso que ele procura manter os animais bem nutridos e com as vacinações em dia.

Neste mês, o compromisso é com a vacinação contra a febre aftosa, uma doença infecciosa que causa aftas na boca e nos pés. Além disso, pode provocar graves prejuízos à pecuária nacional.

Embora o último foco da doença em São Paulo tenha sido registrado há 25 anos, a campanha tem o papel de impedir que o vírus reapareça e volte a circular.

Na primeira etapa da campanha, bois e búfalos de todas as idades precisam ser vacinados. Só na regional de Marília (SP), mais de 350 mil animais devem receber as doses, de acordo com a Defesa Agropecuária.

O veterinário Ronaldo Salvagioni de Abreu conta que o animal que se infecta pode vir a óbito. Segundo ele, o vírus é transmitido de forma muito rápida, causando a contaminação em massa em pouco tempo.

Cada dose da vacina tem dois mililitros e o material deve ser mantido em um isopor com temperatura entre 2°C e 8°C. O recomendado é que o trabalho seja feito nas horas mais frescas do dia para facilitar a contenção dos animais.

A campanha de vacinação da febre aftosa é dividida em duas etapas. No estado de São Paulo a primeira etapa é neste mês e a segunda em novembro. No segundo semestre, o rebanho mais novo (de zero a 24 meses) vai receber a vacina de novo, como uma espécie de reforço.

O veterinário da Defesa Agropecuária de Marília, Ricardo Scioli Dal Colletto, diz que eles acompanham os índices e quem perde o prazo de vacinação e entrega da declaração é autuado, tendo o comércio do rebanho bloqueado.

Depois de aplicar as doses, o produtor deve entregar a declaração da vacinação no site da Defesa Agropecuária. O valor da multa é de R$ 145 por cabeça não vacinada. Outra regra é que, a partir do dia 31 de maio, as lojas não podem mais vender a vacina.


(TVTEM/G1)


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