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Voluntários fazem vídeo em libras com orientação da covid-19

Projeto 'Sinais que Informam' é do Rotaract Club de Votuporanga

Publicado em: 05 de maio de 2020 às 18:11

Voluntários fazem vídeo em libras com orientação da covid-19
Os voluntários do Rotaract Club Votuporanga produziram vídeos em Libras para ajudar as pessoas surdas a terem informações sobre como vivenciar a pandemia do Covid-19 (Coronavírus). Em menos de um mês, os vídeos já somam 908 visualizações nas redes sociais.

O projeto é chamado de ‘Sinais que Informam’ e tem dois vídeos até o momento, que foram publicados na terceira semana de abril. As informações repassadas não têm prazos de validade. Considerando que tratam apenas de orientações de como se prevenir para evitar contato com o vírus. Não tratando dos dados da população atingida, que têm sido constantemente atualizados.


Oprimeiro vídeofoi publicado dia 12, com um resumo das recomendações oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde do Brasil. A fim de trazer as orientações sobre como o vírus se espalha e as recomendações de distanciamento social.


Osegundo vídeofoi publicado dia 15, com uma interpretação da música Lavar as Mãos, da Companhia de Música Palavra Cantada, pela voluntária fluente em Libras, Olívia Menoia. A fim de instruir sobre a forma correta de higienização e evitar contato com o vírus através das mãos.


De acordo com o voluntário, Gustavo Furlani, o projeto tem o objetivo de produzir conteúdos confiáveis para atender “a necessidade de levar as informações das organizações de saúde em uma linguagem acessível à população surda, sobre o Covid-19.”


Etapas


O projeto foi realizado em seis etapas, durante 10 dias:

- A proposta foi aprovada em 5 de abril, durante uma reunião do Rotaract Club Votuporanga.

- O roteiro foi desenvolvido pelos voluntários do Rotaract Club Votuporanga.

- A apresentação foi realizada pela voluntária fluente em Libras, Olívia Menoia.

- A gravaçãofoi realizada pelavoluntária intérprete e fluente em Libras, Dona Lúcia.

- A ediçãofoi realizada pelovoluntário Gustavo Furlani.

- A publicação dos vídeos foi realizada em 12 e 15 de abril.

Após 24 dias da primeira publicação, os vídeos já atingiram organicamente669 views no Facebooke239 views no Instagram, de 12 de abril a 5 de maio.


Os públicos do projeto


O último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contabilizou mais de 4 mil pessoas (5,05% da população) de Votuporanga, com algum nível de perda auditiva, considerados pessoas com deficiência que tendem a necessitar da interpretação em Libras para se comunicar.




A força das redes sociais

A utilização das redes sociais como meio de disseminação das informações ampliou a capacidade do projeto Sinais que Informam, a chegar em públicos muito distantes, que seriam impossíveis de forma presencial, principalmente nesta nesta época de quarentena causada pela pandemia.

De acordo com dados das redes sociais: 36% dos seguidores noInstagrameFacebookdo clube estão na cidade de Votuporanga e 64% estão espalhados em cidades do norte ao sul do Brasil:





Regionalidades dos seguidores do Rotaract Club Votuporanga no Facebook e Instagram

ALCANCE INTERMUNICIPAL ORGÂNICO

ALCANCE INTERESTADUAL ORGÂNICO

Valentim Gentil (12 km), Fernandópolis (35 km), Tanabi (40 km), Cardoso (41 km), São José do Rio Preto (80 km), Ibitinga (220 km), São Paulo (520 km)...

Iturama (MG), Rio de Janeiro (RJ), Araguaiana (MT), Rondonópolis (MT), Santa Maria (RS), Frutal (MG), Três lagoas (MS), São José dos Patos (MA), Recife (PE) e Porto Alegre (RS).

Dados obtidos em 28/04/2020.




Os perfis do Rotaract Club Votuporanga no Instagram e Facebook ainda tem média de 64% de seguidores com idades entre 18 a 34 anos e média de 3% de seguidores com mais de 60 anos.




“(...) aprendemos que através das tecnologias e recursos digitais que possuímos, como as redes sociais, é possível e necessário que invistamos cada vez mais em propostas comunicativas, em busca de igualdade e acessibilidade na transmissão de informações“, resume a presidente do Rotaract Club Votuporanga, Melina Souza, sobre os aprendizados com o projeto.

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