Docente nos cursos de Administração e Ciências Contábeis Unifev desde 2008, o Prof. Dr. Lauro Lodo Pado associa a consultoria de negócios à investigação de fenômenos socioeconômicos. Doutor pela Pontíficia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) com estágio doutoral na França e pós-doutor pela Universidade de Coimbra, em Portugal, o economista possui cerca de 30 produções e projetos desenvolvidos no decorrer de quase duas décadas de carreira.
Na entrevista a seguir, o pesquisador analisa como a ciência oferece subsídios para interpretar a realidade dos mercados e aborda o incentivo da Coordenação de Pesquisa Unifev ao despertar a vocação científica nos alunos de graduação.
O conteúdo faz parte da série institucional voltada ao mapeamento de produções do corpo docente.
Acompanhe na íntegra:
Pergunta: Cite a atuação na Unifev?Resposta: Atuo nas áreas de economia, finanças e gestão de negócios.Pergunta: Há quanto tempo você se dedica à docência na área de pesquisa?Resposta: Desde 2008, há 18 anos.Pergunta: Quantas pesquisas e artigos já produziu?Resposta: Até o momento são cerca de 30 pesquisas e artigos.Pergunta: Professor, o que despertou seu interesse pela pesquisa científica? Qual linha de pesquisa você desenvolve atualmente?Resposta: O que me despertou para a ciência foi a curiosidade e o próprio apetite de descobrir, conhecer e interpretar a realidade.Hoje, realizado meus estudos voltados para a linha de Desenvolvimento socioeconômico.
Pergunta: Qual a importância da iniciação científica na graduação? E qual dica para o aluno que quer começar a pesquisar?Resposta: Fundamental. É a etapa do despertar, de criar sintonia com a pesquisa e compreender todo o potencial que esse aprendizado oferece para a carreira e para a vida.O caminho mais seguro é procurar um professor. O estudante com certeza será ouvido e orientado sobre como dar os primeiros passos da melhor forma.
Pergunta: Já participou de editais ou projetos financiados? Quais?Resposta: Fui bolsista internacional de pós-doutorado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES), em Portugal. Durante o doutorado, participei do programa sanduíche na França com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e também fui bolsista pela Fundação São Paulo.Pergunta: Quais foram os maiores desafios na sua trajetória como pesquisador? E os maiores aprendizados até agora?Resposta: O principal desafio sempre foi equilibrar a rotina da pesquisa, das aulas e das consultorias com a vida em família.Já o maior aprendizado foi entender que a pesquisa e a ciência são fontes inesgotáveis de saber, descobertas e interpretação da realidade.
Pergunta: Cite um projeto de pesquisa que você se orgulha de ter feito parte?Resposta: A pesquisa pós-doutoral, pela oportunidade de cruzar dados e analisar as questões socioeconômicas da capital paulista em comparação com grandes centros europeus.Pergunta: O que não pode faltar no perfil de um bom pesquisador?Resposta: O prazer por descobrir, criar e interpretar, além do desejo real de contribuir para o desenvolvimento da sociedade.Pergunta: Como a pesquisa impacta a qualidade do ensino na sala de aula?Resposta: O impacto é direto. A atividade científica melhora a relação de ensino e aprendizagem porque traz um arcabouço muito mais sólido e contextualizado para o conteúdo trabalhado com os alunos.Pergunta: Quais áreas ou temas você gostaria de explorar em pesquisas futuras?Resposta: Quero me aprofundar nas dinâmicas socioeconômicas locais e regionais, voltando o olhar para municípios e regiões menores e menos populosas como a nossa.Pergunta: Um(a) cientista ou pesquisador(a) que o inspire?Resposta: Tenho nomes importantes, principalmente aqueles com quem convivi e que são minhas referências conceituais e teóricas, como Maura Verás, Laura Carvalho, Naécio Menezes e Serge Paugam.Pergunta: Complete a frase: “Fazer pesquisa é...”Resposta: Fazer pesquisa é dar nome e método à nossa curiosidade inata e voz aos fatos.