Talvez você já tenha avistado um ‘risco’ semelhante de fumaça no céu de Votuporanga e região. Para muita gente isso é chamado de ‘rastro’ de um jato. E de uns tempos para cá também ficou mais frequente essas marcas aparecem em forma de círculos, indicando que a aeronave sobrevoa a região.
A explicação para isso é que além da operação normal de aviões particulares, principalmente baseados em Votuporanga, o espaço aéreo da região é o preferido para testes da Força Aérea Brasileira e da fabricante EMBRAER, com sede em Gavião Peixoto.
A FAB usa o trecho para testes ‘ desarmados’ de caças. Nestas ações também são comuns estrondos, o que chega a assustar os moradores. Esse barulho sinaliza o rompimento da barreira do som pelos supersônicos.
O teste mais recentes foram ontem (17), no final da tarde um supersônico orbitou Votuporanga. Também há casos frequentes de exercícios de treinamento com os Gripen F 39, baseados em Anápolis-GO. Quando os pilotos dos novos caças brasileiros saem para esquentar os motores das máquinas voadoras, sempre dão uma esticada até a região. Especialistas em aeronáutica garantem que o risco de incidente em terra durante os sobrevoos são mínimos.
A TAL ‘FUMAÇA’ - Os rastros brancos deixados por aviões, conhecidos como contrails (trilhas de condensação), são nuvens lineares artificiais formadas pelo vapor de água congelado nos gases de exaustão dos motores. Eles ocorrem a altas altitudes (acima de 8 km), onde temperaturas abaixo transformam o vapor quente do motor em cristais de gelo instantaneamente, deixando no céu a impressão de ser fumaça.