O MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e a Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio do 4º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, do 11° Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) e do 15º Batalhão de Polícia Militar do Interior (15 BPMI), com apoio do GAECO e da PM de Minas Gerais, fizeram ontem (10/12), a Operação Pesticida, para desarticular células de organizações criminosas especializadas na falsificação, adulteração e comercialização ilegal de agrotóxicos.
No total, as diligências visam ao cumprimento de 25 mandados de prisão temporária e 90 mandados de busca e apreensão, sendo que os trabalhos de campo estão sendo executados em sete cidades do Estado de São Paulo e em três municípios de Minas Gerais. A operação conta com o emprego de aproximadamente 250 policiais militares, dezenas de promotores de Justiça e servidores do Ministério Público, cujo aparato envolve mais de 65 viaturas.
As investigações, conduzidas no âmbito de Procedimentos Investigatórios Criminais, revelaram a existência de organizações criminosas com atuação regional e ramificações interestaduais, composta por diversos núcleos especializados: dentre eles o núcleo de falsificação e o núcleo gráfico, além de operadores financeiros encarregados da movimentação e ocultação dos valores obtidos com a atividade ilícita.
No mês de julho deste ano já haviam sido cumpridos mandados de busca que resultaram na apreensão de aproximadamente 30.000 galões e grande quantidade de tampas plásticas, moldes, matrizes de impressão e utensílios utilizados na contrafação de produtos agrícolas.
O material reunido demonstra que a organização criminosa operava de forma profissionalizada, com faturamento mensal significativo e clara divisãode tarefas. Os elementos coletados também evidenciam o risco elevado à saúde pública, aos consumidores, ao meio ambiente e à economia nacional, pois provocam prejuízo direto ao agronegócio, à arrecadação tributária e à competitividade de produtores regulares.
Conforme restou apurado, a formatação e escalonamento do grupo criminoso são complexos e extensos. A organização possui diversas células e núcleos interligados, de modo que as prisões e demais medidas desencadeadas nesta data possuem o condão de contribuir intensamente com os trabalhos investigativos.
Durante a ação foram fechados cinco ‘laboratórios’ de falsificação, 22 pessoas presas, cinco veículos apreendidos, quatro armas de fogo apreendidas, além de dois simulacros de arma, dinheiro, aparelhos eletrônicos, um papagaio apreendido, pés de maconha apreendidos e multas ambientais aplicadas.