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OS RISCOS DO CÂNCER DE PRÓSTATA

A urologista Mariane Ruch Salmeron, da Santa Casa, comenta

Publicado em: 08 de novembro de 2019 às 19:27

OS RISCOS DO CÂNCER DE PRÓSTATA
A cada dia, 42 homens morrem em decorrência do câncer de próstata e aproximadamente 3 milhões vivem com a doença, sendo a segunda maior causa de morte por câncer em homens no Brasil. São estimados para este ano 68.220 novos casos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O SanSaúde apoia a campanha Novembro Azul, que chama a atenção para o diagnóstico precoce do câncer de próstata e também para a saúde do homem de forma global. A urologista Dra. Mariane Ruch Salmeron enfatizou a importância da ação. “O objetivo é conscientizar os homens. Cerca de 25% dos portadores de câncer de próstata vão morrer em decorrência da doença. Infelizmente, a campanha não consegue alcançar todo o público e os casos são descobertos em fases mais avançadas, tornando a cura mais difícil”, disse.

A médica contou que o diagnóstico é realizado através de sinais e sintomas urinários, associado ao toque retal e exame de sangue. “Não basta apenas realizar exame de sangue. Apesar de alta sensibilidade, 20% são diagnosticados apenas com toque retal. Em casos de PSA e ou toque retal alterado, é solicitado biópsia, guiada por ultrassom”, complementou.

Sintomas

Dra. Mariane destacou que quando os sintomas aparecem, o câncer de próstata está em fase avançada. “Eles se confundem com hiperplasia prostática benigna, problema relacionado ao aumento do tamanho da próstata. Os pacientes sofrem com dificuldade de iniciar micção, jato urinário fraco, levantam várias vezes para urinar durante a madrugada em pequenas quantidades, com ardência e até sangramento. Nestes casos, é necessário procurar um urologista”, afirmou.

Tratamento

A profissional contou que o tratamento depende de diversos fatores como idade e agressividade do tumor. “Em alguns pacientes, fazemos cirurgias. Em homens com problemas graves e que não podem ser operados, realizamos radioterapia, hormonoterapia (injeção aplicada a cada três meses) ou braquiterapia. Dependendo da agressividade, o tratamento é direcionado – desde acompanhamento até tratamento como a quimioterapia”, explicou.

Prevenção

Dra. Mariane contou que a melhor prevenção é o diagnóstico precoce. “É preciso ficar atento a hereditariedade. Homens com familiares de primeiro grau e negros devem fazer exames a partir de 45 anos. Raça branca a partir dos 50 anos”, finalizou.

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