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Live "Violência contra as Mulheres em Tempos de Pandemia"

Evento promovido pela rede Panapanã de Mulheres do Noroeste Paulista

Publicado em: 28 de setembro de 2020 às 18:43

Live

A viole^ncia contra as mulheres não e´ um problema que emerge na pandemia; é um antigo problema no Brasil e no mundo. Segundo a Organização das Nações Unidas, somente no ano passado uma em cada cinco mulheres no mundo sofreu violência física ou sexual. Na América Latina, nove mulheres são assassinadas por dia, vítimas de violência de gênero; a região, segundo um relatório da ONU Mulheres, é o local mais perigoso do mundo para elas, fora de uma zona de guerra. Somente no Brasil, segundo dados organizados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgados em agosto deste ano (e referentes a 2018), a cada duas horas uma mulher é assassinada, e as negras são as que mais morrem. Das 4.519 mulheres mortas em 2018, aproximadamente 30% foram assassinadas dentro de casa, uma condição predominante nos casos de feminicídio.

A violência contra as mulheres também se manifesta em outros âmbitos. São elas sujeitas à maior precariedade no trabalho, realizando a maior parte dos trabalhos domésticos (muitas vezes na informalidade) e cumprindo dupla ou tripla carga horária em suas funções (além do trabalho fora há cuidados da própria casa, dos filhos, de parentes, estudos, etc). As mulheres brasileiras ainda trabalham quase o dobro de horas que os homens nos afazeres domésticos e cuidados de parentes, segundo estudo especial feito pelo IBGE para o Dia Internacional da Mulher, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2018. Esse mesmo estudo mostra que, mesmo sendo maioria com ensino superior, as mulheres ganham menos que os homens.

Em tempos de pandemia, o assassinato de mulheres (feminicídio) alcançou índices alarmantes. Somente entre março e abril deste ano, os casos cresceram 22,2 % em 12 estados do Brasil, comparativamente ao mesmo período de 2019. Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em um estudo denominado Violência Doméstica Durante da Pandemia de Covid-19. A convivência mais próxima dos agressores (no cenário de confinamento e isolamento social), o desemprego e a dependência financeira são alguns dos fatores que dificultam à mulher cogitar sair de casa para fugir dessa violência. E estes são casos que entram para as estatísticas, pois não há computação dos subnotificados.

Muitas vezes a vítima não consegue sair do contexto familiar para se dirigir a uma delegacia, outro fator que impossibilita a denúncia, pois em alguns crimes, como o de lesão corporal, exige-se a presença da vítima para efetuar o boletim de ocorrência, o que acaba limitando o acesso aos mecanismos de denúncia. A exclusão digital (que resulta da exclusão social) também favorece a subnotificação dos casos de violência. Essas realidades são inerentes a mulheres não só do Brasil, mas de todas as partes do mundo e, em live organizada pela Rede Panapanã de Mulheres do Noroeste Paulista, abordaremos os cenários do Brasil e da América Latina.


Convidadas:


Kelli Regina Kamikawachi (Brasil, Votuporanga-SP). Assistente social graduada pela Fundação Educacional de Fernandópolis (FEF) e especialista em Gestão de Políticas Públicas pelo Centro Universitário de Votuporanga (Unifev). Servidora pública da prefeitura de Votuporanga e atualmente coordenadora do Cram (Centro de Referência no Atendimento à Mulher) do município.

Abordagem: A dificuldade das mulheres em denunciar a violência de gênero neste atual momento de pandemia.


Gabriela Barbosa (Brasil, Votuporanga-SP). Integrante da Rede Panapanã de Mulheres do Noroesta Paulista. Graduada em Psicologia pela Unifev, com ênfase em Psicologia Clínica Comportamental e Psicologia da Educação. Especialista em Psicologia da Saúde Hospitalar pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). Graduada em Formação Pedagógica em Pedagogia pela Universidade Norte do Paraná (Unopar). Atuou como professora no curso de Pós- graduação de Serviço Social na Fundação Educacional de Fernandópolis (FEF). Atuou no Centro de Referência e Atendimento à Mulher (Cram), Fundação Casa e Santa Casa de Votuporanga.

Abordagem: A necessidade do suporte social e estratégias de enfrentamento à violência contra as mulheres


Diana Deharbe (Argentina) - Bacharel em Comunicação Social (Universidade Nacional de Entre Ríos, Argentina) e doutoranda em Comunicação Social (Universidade Nacional de Rosario, Argentina). Estagiária doutoral do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica (Conicet, Argentina), onde pesquisa sobre as representações sociais de feminicídio e violência contra a mulher em discursos televisivos, além de participar de grupos de pesquisa sobre temas relacionados à comunicação, cultura e estudos de gênero. É jornalista integrante da Red PAR Argentina (Jornalistas da Argentina em Rede por uma comunicação não sexista).

Abordagem: Violência midiática contra as mulheres/Políticas públicas de combate à violência contra as mulheres


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Serviço

Evento: Live com o tema “Violência contra as mulheres em tempos de pandemia” , promovida pela rede Panapanã de Mulheres do Noroeste Paulista

Quando: 29/9/20 (terça-feira)

Hora: 19 horas

Onde: https://www.facebook.com/redepanapana

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