GD Virtual - Sites e Sistemas Inteligentes
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Publicidade

Funkeiro de Jales que fez letra de ameaça a policiais pega 5 anos de cadeia

Justiça condenou Mc Andinho por letra com xingamentos e ameaça a policiais civis e militares. Juíza também mandou prender cantor

Publicado em: 20 de junho de 2016 às 13:28

O funkeiro Anderson Ferreira Adriano, de 22 anos, conhecido como “Mc Andinho” foi condenado pela juíza da 4ª Vara Judicial de Jales, Maria Paula Branquinho Pini, a cinco anos e seis meses de detenção em regime inicial semiaberto. Na mesma sentença, a juíza decretou, ainda, a prisão preventiva de Andinho, para garantia da ordem pública.

O mandado de prisão do funkeiro – que encontra-se recolhido na cadeia de Guarani D’Oeste – foi cumprido na quarta-feira da semana passada, segundo informações da Polícia Civil.

Em fevereiro de 2015, “Mc Andinho” gravou e divulgou na internet áudios onde canta dois funks de sua autoria com ameaças e ofensas a pelo menos seis policiais militares e cinco policiais civis, incluindo o subcomandante Alex Tominaga e o delegado Sebastião Biazi.

Nos funks, com letras improvisadas e repletas de palavrões, o inspirado compositor canta versos recheados de rimas ricas, como “vai pra puta que pariu… vamo pegá o arrombado da civil…”. Em alguns trechos de sua “música”, Andinho garante que “nóis é PCC“, ou “nóis é Beira-Mar“, e fala em dar tiros em policiais. Um deles, diz o funk, seria “fuzilado igual peneira“.

Os policiais se disseram ofendidos e alvos de deboche. O advogado de defesa afirmou que os versos do funkeiro possuíam “conotação artística”. O funkeiro disse, em depoimento, que possui uma carreira consolidada como “Mc” e atribuiu as duas composições a “uma atitude de impulso, inflamada pela raiva”. Ele alegou, ainda, que era menor de idade à época das gravações, mas perícias provaram que ele já tinha mais de 20 anos quando os áudios foram gravados.

Para a juíza, ficou cristalina a intenção de desacatar os policiais. Ela registrou, ainda, que os versos do funkeiro ficaram no limiar entre a ameaça e a ofensa. A magistrada justificou a decretação da prisão preventiva, destacando que a repercussão negativa do primeiro áudio “não desmotivou o réu em sua empreitada criminosa”, uma vez que, logo em seguida, ele produziu novo áudio com ofensas, exclusivamente, a um sargento da PM.



(Blog do Cardosinho)

Publicidade