Polícia identifica vítima de esquartejamento
Polícia Civil de Rio Preto confirmou por meio de comparação de digitais no banco de dados estadual
Publicado em: 18 de agosto de 2026 às 11:16
A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da 3ª Delegacia de Homicídios da DEIC/DEINTER 5, de São José do Rio Preto, confirmou a identidade da vítima do homicídio seguido de esquartejamento e ocultação de cadáver investigado desde 27 de julho de 2026, quando partes de um corpo humano foram encontradas acondicionadas em sacos plásticos e descartadas em lixeiras na região do Parque Estoril.No dia 17 de agosto, o Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), em São Paulo, confirmou, por meio de confronto papiloscópico, que a vítima é A. D. S., de 30 anos.A confirmação científica foi possível após a localização dos antebraços e das mãos da vítima no piscinão do Parque Estoril. As impressões digitais foram submetidas a exame técnico pelo IIRGD, permitindo a identificação objetiva.
Investigação já havia apontado provável identidadeO resultado pericial confirmou uma hipótese que vinha sendo construída pela equipe da 3ª Delegacia de Homicídios da DEIC/DEINTER 5 desde o início das diligências.Antes mesmo da confirmação pelas impressões digitais, os investigadores já haviam apontado A. D. S. como a provável vítima, a partir do cruzamento de informações obtidas por diferentes técnicas de investigação.Foram realizados levantamentos sobre pessoas desaparecidas ou que haviam interrompido o contato com familiares, reconstrução dos últimos vínculos e locais frequentados, análise do perfil da possível vítima e levantamento das circunstâncias que antecederam seu desaparecimento.Também foram analisados registros fotográficos, imagens de videomonitoramento, informações relacionadas aos locais investigados, distribuição geográfica dos segmentos corporais e demais elementos reunidos durante as diligências.Outro recurso utilizado como ferramenta auxiliar foi a reconstrução aproximada da face a partir do crânio localizado durante a investigação. A representação facial foi confrontada com registros fotográficos relacionados a A. D. S. e, juntamente com os demais elementos obtidos, reforçou a hipótese já trabalhada pela equipe policial.A investigação também levou em consideração características físicas, informações biográficas, rotina, vínculos e locais frequentados pela possível vítima, dentro da chamada vitimologia investigativa, utilizada para compreender o contexto anterior ao desaparecimento e orientar as diligências.
Hipótese transformada em confirmação científicaO trabalho desenvolvido pela 3ª Delegacia de Homicídios seguiu um processo progressivo: diferentes informações e elementos foram reunidos, analisados e confrontados até que a hipótese investigativa pudesse ser submetida à confirmação técnico-pericial.Com o confronto das impressões digitais realizado pelo IIRGD, a identidade, que até então era tratada pela equipe como provável, passou a contar com confirmação científica.A identificação representa um avanço importante para o esclarecimento integral do crime, permitindo à Polícia Civil aprofundar a reconstrução dos últimos momentos da vítima, seus vínculos e a dinâmica dos fatos.As investigações permanecem sob responsabilidade da 3ª Delegacia de Homicídios da DEIC/DEINTER 5, que prossegue com as diligências e os exames periciais necessários para esclarecer integralmente o homicídio, identificar todos os envolvidos e estabelecer a dinâmica do crime.
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